Monday 2 August 2021
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campogrande - 13 days ago

Na Capital, empresas recebiam dinheiro de esquema de facção gaúcha

Equipe do Garras (Delegacia Especializada em Repressão à Roubos, Assaltos e Sequestro), da ª Delegacia de Polícia de Ponta Porã e da Defron (Delegacia de Repressão aos Crimes de Fronteira), cumpriram quatro mandados de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul, nesta manhã (20) durante a operação Irmandade. Dois deles foram na Capital em empresas que os sócios recebiam dinheiro de facção gaúcha resultante do tráfico de drogas.  Ao Campo Grande News, o delegado Adriano  Nonnenmacher, titular da Denarc (Divisão de Investigação do Narcotráfico do Rio Grande do Sul), explicou que a facção gaúcha se aliou ao PCC (Primeiro Comando da Capital) para o esquema de distribuição de drogas dentro do Rio Grande do Sul.  As investigações tiveram inicio em 2019 e contou com o apoio da equipe da Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico) e identificaram algumas empresas e pessoas jurídicas em MS que estavam recebendo o dinheiro dessa facção gaúcha.  Hoje então foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, dois deles foram em Campo Grande. Nos endereços os policiais do Garras foram identificar se eram residenciais dos sócios que empresas que estavam recebendo dinheiro da facção ou se eram empresas de fachada.  Em um dos endereços, que não foi especificado pela Polícia Civil,  a equipe encontrou um dos sócios que recebia esse dinheiro do tráfico e ele foi levado para prestar depoimento na delegacia.  Os outros dois mandados foram cumpridos em Ponta Porã pela equipe da Defron. Na investigação os endereços alvo constavam como empresas de factoring, no entanto eram apenas imóveis residenciais.  Na Capital foi divulgado apenas que um dos mandados foi cumprido na vila Nhanha, no entanto a Polícia Civil não disse quem eram os alvos. Mas todas empresas identificadas e sócios estavam recebendo esse dinheiro, fruto do tráfico de drogas.  O delegado ainda explicou que a princípio esses pagamentos seriam de remessas de drogas enviadas pela facção ao Rio Grande do Sul, no entanto ainda estão investigando de onde a droga teria saído. Ele não sou no entanto dizer quais eram os setores das empresas de fachada.  À reportagem ele disse ainda que para despistar a polícia , o pagamento era diluído para vários laranjas e várias empresas e muitas vezes, a mesma pessoa tinha vários CNPJ, ou seja, abria uma empresa, recebia o dinheiro, fechava a empresa e abria outra para receber novos valores.  Com a investigação, a Polícia Civil conseguiu identificar e indisponibilizar 21 carros e dois imóveis em Novo Hamburgo, avaliados em cerca de R$ 3,5 milhões. Foram bloqueadas ainda 52 contas em bancos, além de ativos em bolsa de valores e criptomoedas. O esquema incluía ainda o envio de dinheiro para Paraguaio, Bolívia e Colômbia através de doleiros: um deles já investigado pela operação Lava-Jato. Ao todo são cumpridos 72 mandados de busca e apreensão, cinco de prisão preventiva, além de bloqueio/indisponibilidade de ativos financeiros, veículos e imóveis, no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Bahia e Pará. Quatro pessoas foram presas, entre elas a esposa do gerente do esquema.  Com ela foram apreendidas duas Mercedes avaliadas em mais de R$ 80 milhões além de joias, comprovando o alto padrão e vida dos envolvidos no esquema de lavagem de dinheiro, uma das características da facção gaúcha.  Durante toda a investigação contamos com o apoio da Polícia sul-mato-grossense. Hoje os mandados foram cumpridos no Estado pelo Garras e Defron, mas tivemos também o apoio da Denar e também do Núcleo de Inteligência da Polícia Civil. Essa parceria é muito importante para desmantelar quadrilhas como essa que atuam em vários estados , disse Adriano.


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