Wednesday 23 June 2021
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campogrande - 13 days ago

Decreto deixa pelo caminho 17 casamentos, festas de crianças e setor na angústia

O dia mal começou e o cerimonialista Antonio Osmanio começou a receber o questionamento de noivos e fornecedores sobre as possível restrições de biossegurança em Campo Grande. Com a publicação do decreto, que passou a cidade para a bandeira cinza, o golpe fatal: somente este fim de semana, pelo menos 17 casamentos cancelados por conta do fechamento das atividades. “Eu só ouvi ‘Meu Deus, o que vou fazer?’”, disse Osmanio. Há 25 anos no mercado e com histórico de trabalho no Legislativo, esmiuçou o decreto do governo estadual e foi taxativo com clientes e parceiros de trabalho do Guia Casar Mais . “Não tem jeito, fechou tudo mesmo”. Somente deste grupo, foram os 17 casamentos citados acima. A publicação de hoje é o novo mapa do Prosseguir, que reavaliou a situação da infecção da covid em Mato Grosso do Sul e colocou 43 municípios na bandeira cinza, a de alerta de risco extremo. Outras 29 cidades passaram para vermelha e somente 7 receberam classificação moderada. Campo Grande está entre na bandeira cinza e, a partir de amanhã até 24 de junho deverá fechar atividades não essenciais e impor toque de recolher das 20h às 5h. Entre as atingidas, empresas ligadas ao setor de eventos. A medida tem efeito dominó: cerimonialistas, buffets, floriculturas, DJ, fotógrafos e cabeleireiros, além, claro dos clientes que planejaram festas de aniversários e casamentos para este fim de semana.  Osmanio diz que os efeitos vão se estender além da semana restritiva, já que os fornecedores se preparam muito antes para os eventos. Um exemplo é buffet contratado para casamento no sábado e que compra produtos perecíveis na terça-feira. Ou a floricultura que encomenda arranjos de São Paulo ou Holambra e o material chega às vésperas.  Por isso, casamentos marcados para os dias seguintes dos restritivos também serão afetados, já que a reclassificação do Prosseguir não pula bandeiras.  O adiamento das datas é a alternativa para minimizar os efeitos. Até agora, a empresária Elisângela Reis, dona de buffet infantil Casa da Dinda, conseguiu realocar os sete eventos que tinha marcado a partir desta sexta-feira. Há seis anos no mercado, a pandemia foi desafio que poderia ter fechado as portas do negócio logo na primeira onda, mas o apoio do marido manteve o empreendimento. Porém, Marcelo Alexandre da Silva explica que a remarcação também tem custo, já que os valores já pagos por esses clientes acabam sendo usados para manunteçao da empresa e, na data reagendada, ele que acabou arcando com os gastos. Em abril, os reagendamentos significaram custo de R$ 130 mil. Um desses possíveis reagendamentos é da festa de Isaac, 3 anos, filho da gerente de franquia, Elaine Cristina Souza, que estava marcada para este domingo (13). Ela já esperava por restrições, mas imaginou que seria apenas alteração no toque de recolher. “A festa estava marcada para 18h, aí eu mudaria para 17h, já tinha pensado, mas não do jeito que foi, não estava preparada”. A decisão foi balde de água fria e Elaine ainda espera que o decreto possa ser revisto e alterado para ter vigência a partir de segunda-feira. “A gente se programa, é sonho de mãe, criança fica empolgada”, se lamentou. No efeito dominó citado por Osmani, se encaixa a empresária Marileia Arguello, dona da Floricultura Marimar. Dos 17 casamentos citados pelo cerimonialista, ira fazer a decoração de 2 deles. A conta piora quando a empresária cita a perda com o fechamento no Dia dos Namorados (12), a data mais lucrativa para as floriculturas.  O caminhão com as flores chegou esta manhã, juntamente com a publicação do decreto. “A compra é feita em leilões, de sábado a terça, se governo tivesse planejado isso antes, avisado, nem haveria compra”, explica. Mesmo o adiamento das datas, significa dor de cabeça, já que, para casamento, esses valores terão de ser renegociados. No caso do Dia dos Namorados, é caso perdido.


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