Wednesday 12 May 2021
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campogrande - 30 days ago

Prestes a assumir mandato, réu na Omertá diz que é acusado do que não fez

Suplente de vereador em Campo Grande, Ademir Santana (PSDB) está prestes a assumir cadeira na Câmara Municipal, com a saída de João César Mattogrosso (PSDB) para a secretaria estadual de governo. Réu na Operação Omertá, que desmontou associação criminosa na cidade, Ademir diz que é implicado em crime que não cometeu e que a Justiça terá de repará-lo.  Santana foi vereador até o ano passado e se diz empolgado com o retorno à Câmara. “Vamos retomar vários projetos”, afirma. Apesar disso, concorda que pode atrapalhar o fato de ter o nome ligado às investigações que desmontaram uma das principais associações criminosas da Capital.  “Atrapalhar, atrapalhar, mas eu sou citado em uma carona que não dei. Confio na Justiça dos homens e na de Deus. Estou sendo acusado de uma coisa que não fiz e a Justiça vai ter de reparar isso”, afirma. O episódio da carona a qual o ex-vereador se refere, chegou até a polícia pelo depoimento do do empresário José Carlos de Souza, proprietário de casa, no Jardim Monte Líbano, onde foi apreendido arsenal bélico atribuído à quadrilha chefiada por Jamil Name e Jamil Name Filho, o Jamilzinho. Em depoimento, José Carlos afirmou que teve o imóvel tomado pelo grupo criminoso para pagar dívida milionária, contraída a partir de 2015. Segundo o empresário, Ademir Santana  transportou ele e a esposa para o local onde o casal ficou sob mira de arma, a mansão de Jamil. No ano passado, a prisão do ex-vereador chegou a ser pedida, mas foi rejeitada pela Justiça, que determinou que dois endereços de Ademir fossem alvos de busca e apreensão. O processo segue tramitando na Justiça. Sem data marcada, o retorno de Santana ao mandato deve acontecer nos próximos dias, com a oficialização do licenciamento de João César Mattogrosso.


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