Thursday 13 May 2021
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campogrande - 1 month ago

Na pandemia, mãe e filha entram na moda da cabeça raspada e dão lição

Para ganhar um respiro na pandemia, a designer de moda Débora Assis Espíndola, 34 anos, resolveu mudar de corte de cabelo. Sem pestanejar, pegou e raspou a lateral da cabeça no estilo undercut feminino. Um corte que aparentemente não havia qualquer pretensão, acabou por inspirar sua filha Luna de 3 aninhos a fazer o mesmo. Assim, mãe e filha não só dividem o mesmo penteado de agora, mas juntas compartilharam uma lição de que – seja mulher ou menina – o importante é quebrar paradigmas e se sentir bem da forma que desejar ser. A gente vive num mundo em que a mulher tem que ter corpos esculturais, cabelos perfeitos, traços robotizados e delicados. Quem sai desse padrão se arrisca. Se ela pensar assim desde pequena, talvez não sofra com essas imposições bestas que a sociedade traz para nós. Sempre fiz o que eu quis com meu cabelo, unhas, corpo. E ensino Luna a também fazer o mesmo. Nossa aparência só diz respeito a nós mesmos , afirma Débora. A história do corte de cabelo começou no primeiro dia do mês, quando a mãe transformou suas longas madeixas em um estilo mais descolado. Eu já tinha vontade de realizar esse corte há pelo menos 5 anos, mas foi um processo. Meu receio era o cargo que eu ocupava em uma grande empresa. Agora que tenho meu próprio negócio, eu me permiti. Então até que a pandemia deu uma forcinha , diz. Para Débora, um corte de cabelo tem a característica de mudar várias perspectivas, e não só a visual. É uma forma de me expressar enquanto mulher, mãe, empreendedora, dona de casa. E foi realmente uma mudança que eu quis realizar muito por conta dos dias que estamos vivendo. A pandemia influenciou demais, pois a gente se pega pensando na vida de agora, sem saber o dia de amanhã , explica. Como uma forma de carinho, de cuidado, acabou por finalmente fazer o corte que sonhava. Quando a Luna viu, deu maior risada e achou o máximo, relembra a mãe. Não parava de passar a mão na parte raspada. Daí eu perguntei à ela: você gostou, filha? Quer fazer também? . Ao concordar, disse que queria ficar igual a mim , se orgulha. Por uma questão de respeito, foi até o esposo e perguntou o que achava da ideia. No início ele até pensou que se tratava de uma brincadeira, mas quando viu que o papo era sério… mas então leva ela no salão, não vai fazer sozinha pra não ficar feio! . Mas Débora quis fazer uma surpresa ao marido. Esperou ele ir ao mercado para ela mesma raspar a cabeça da filha. Antes, perguntou novamente se era mesma a vontade de Luna. A menina de 3 anos confirmou. Aí já viu né, em casa, pandemia, sem nada pra fazer, maquininha do marido parada… quando ele saiu, peguei ela e brincamos de cabeleireiro (risos) . Para a mãe, a decisão da filha é uma forma também de expressar suas vontades. Particularmente, sempre gostei de coisas diferentes, e na minha profissão isso é super normal. Porém, quis dar voz à ela, principalmente mostrar que enquanto menina também pode ser quem ela quiser, que não existe padrão, que sua beleza é ela quem faz. Quero ser uma mãe que inspira, e acho que Luna tem esse lado meio artístico , diferenciado , finaliza a mãe coruja. Curta o Lado B no Facebook e no Instagram . Tem uma pauta bacana para sugerir? Mande pelas redes sociais, e-mail: ladob@news.com.br ou no Direto das Ruas através do WhatsApp do Campo Grande News (67) 99669-9563 .


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