Friday 7 May 2021
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campogrande - 26 days ago

Em apenas 5 dias, Maria perdeu a filha para o câncer e o caçula para a violência

A dona de casa Maria Auxiliadora Mendes Rodrigues, 64 anos, ainda vivia o choque da perda da filha, de 37 anos, vítima de complicações de câncer, ocorrido na última segunda-feira (5) quando presenciou ontem à noite (10), o assassinato do filho caçula, Cristiano, 30 anos, atingido a tiros após discussão. “Até agora não sei o que aconteceu”, contou Maria Auxiliadora, que estava em casa, na Vila Margarida, ainda aguardado os trâmites legais para sepultar mais um filho. Com ela, estava o único filho que restou, a ex-nora e o neto de 12 anos. Maria conta que estava dentro de casa quando ouviu barulho de tiro disparado na rua e, em seguida, um bate-boca , recorda-se. Viu o filho discutindo com homem que já se afastava e, temerosa do retorno dele, pediu que o filho entrasse na casa. “Não vai voltar, não”, foi a resposta de Cristiano. Mas o homem voltou e atirou contra o rapaz. No boletim de ocorrência, consta que o Corpo de Bombeiros foi acionado e chegou a socorrer Cristiano, mas ele morreu no atendimento. No relato à Polícia Civil, a namorada de Cristiano, adolescente de 17 anos, conta dinâmica semelhante. Os dois estavam dentro de casa quando ouviram o disparo e o rapaz saiu. Houve a discussão e os tiros.  O motivo da briga seria postagem em rede social feita por pessoa identificada apenas como Guga e que o suspeito “tomou as dores” do amigo e foi tirar satisfação com Cristiano. A adolescente tem filho de 5 meses com Cristiano, mas não morava na casa e passava os finais de semana com o namorado. Luto – No dia 5 de abril, Maria Auxiliadora enterrou a filha mais velha, Alessandra Mendes Rodrigues, 37 anos. Há três anos, Alessandra foi diagnosticada com câncer de mama e há pouco mais de 6 meses havia sido submetido a mastectomia. A doença já havia se alastrado para coluna e a mulher havia perdido a visão. Amigos chegaram a fazer campanha para arrecadar dinheiro e construir casa de alvenaria, no quintal da casa da mãe. Não deu tempo. Alessandra partiu e deixou o filho de 12 anos. “Estou me apegando com Deus para ter força”, disse Maria Auxiliadora, amparada pelo filho que restou.  A dona de casa disse que Cristiano era o caçula, já teve problemas na Justiça ao responder por homicídio, mas que “já pagou tudo”. Maria Auxiliadora conto que, ontem, o filho ainda estava soltando pipa com a criança na vizinhança.


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