Sunday 7 March 2021
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campogrande - 12 days ago

Dólar terminou o dia em queda de 0,21%, a R$ 5,44

O dólar devolveu nesta terça-feira, 23, parte da alta da segunda-feira, mas o movimento de queda perdeu força na reta final do pregão e a moeda ainda segue acima dos R$ 5,40. O cenário externo ajudou, sobretudo com declarações do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, que contribuíram para minimizar temores de disparada da inflação nos Estados Unidos.  No noticiário interno, o Congresso e o governo se empenharam em mostrar comprometimento com o avanço das reformas, e o presidente da República, Jair Bolsonaro, fez elogios públicos ao ministro da Economia, Paulo Guedes, que tem evitado dar declarações nos últimos dias. Operadores, porém, ressaltam que o quadro de incerteza com Brasília permanece muito alto e é difícil o real se valorizar neste momento. No fechamento, o dólar à vista terminou o dia em queda de 0,21%, a R$ 5,4422. No mercado futuro, o dólar para março recuou 0,47%, a R$ 5,4435. O discurso de Powell teve efeito no mercado de moedas mundial, com o dólar perdendo força ante divisas fortes e emergentes. O DXY, que mede o comportamento da moeda americana ante divisas como euro e iene, chegou a zerar alta logo após o discurso. O economista do banco canadense CIBC Capital Markets, Avery Shenfeld, comenta que Powell mostrou que o Fed vai seguir apoiando a economia, que ainda tem um caminho longo até se recuperar totalmente. Sobre a inflação, Powell afirmou que não espera elevação significativa e sustentada dos preços, que devem ficar voláteis.  Este temor, que faz os yields do Treasuries americanos subirem, vinha crescendo nos últimos dias e ajudando a enfraquecer as moedas emergentes. A preocupação é que a volta da inflação faria o Fed e outros bancos centrais a reduzirem estímulos e enxugar a liquidez dos mercados, o que Powell disse nesta terça que não acontecerá. No mercado doméstico, o secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Roberto Fendt, que substituiu Guedes em evento, avaliou que o processo de reformas vai se acelerar agora.  Temos altas expectativas de que a troca do comando na Câmara e no Senado será boa para as reformas. O processo de reformas vai acelerar agora, não estava tão rápido como desejávamos , avaliou. Já Guedes se reuniu com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). O parlamentar prometeu avançar com as reformas, incluindo a tributária e privatizações. Para Klaus Spielkamp, responsável em Miami pela área de vendas e trading da Bulltick, o ambiente de iminente aprovação do plano de estimulo trilionário dos EUA, deve dar nova onda de otimismo internacional nos mercados de risco. O Brasil pode se apresentar atrativo nesse momento , destaca ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado). Mas para isso, destaca que é preciso avançar com as reformas, de forma urgente, o que exige estabilidade política e econômica, fatores que se complicaram nos últimos dias, em meio à pressão por mais gastos com o auxílio emergencial e o episódio da Petrobras.  


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