Tuesday 20 April 2021
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campogrande - 1 month ago

Ex-delegado foi demitido por fingir investigação e furtar gado

A decisão administrativa que mandou demitir Eder de Oliveira Moraes do cargo de delegado de Polícia Civil de Mato Grosso do Sul foi decorrência de ação criminal em que ele é acusado de peculato. Em resumo, o agora ex-policial se aproveitou do cargo para desviar gado apreendido em meio a investigação de furto em fazenda localizada em Rio Verde de Mato Grosso, no ano 2013. Eder, conforme as informações de processo criminal, apenas simulou investigação e depois sumiu com o gado, ao todo 68 cabeças. Autou em parceria com mais três pessoas.  O que foi levantado é que ele vendeu os animais. Eles invadiam as propriedades e furtavam de duas a três cabeças de gado por vez. Muitos fazendeiros nem desconfiavam, até porque um furto em uma fazenda com cinco mil cabeças não é fácil de ser percebido”, afirmou o delegado em entrevista ao Campo Grande News  neste mesmo ano. À época, o escândalo sobre o fato era a participação do ex-vereador “Fabinho Borracheiro” no furto de bois. Em processo totalmente separado, o político foi condenado a 4 anos de prisão, no ano passado. Entenda – Ainda como vereador, Fabinho chegou a ser preso, junto com mais três homens, por integrar o bando. Na sentença de condenação em primeiro graus, são citados furtos de 478 animais em várias fazendas, ocorridos desde 2012. De acordo com as investigações, iniciadas em 2015 na Corregedoria da Polícia Civil, parte desse gado furtado, apreendido durante investigação policial, foi desviada pelo delegado, junto com o investigador já aposentado Edmilson da Silva Galhardo, o capataz de fazenda Fabiano Antonio Vaz Vieira e o cabeleiro Anderson Aparecido Marcelino da Silva. O último homem citado é cunhado do investigador. A ação ainda está correndo e tem audiência marcada para o dia 19 de maio, em Rio Verde. Ficha extensa – Eder está preso, mas por outros ilícitos. É condenado a 21 anos por estupro de vulnerável, ocorrido na mesma delegacia de Rio Verde.  A sentença informa que ele cometeu abusos sexuais contra adolescentes infratores apreendidos. Também é réu em ação por furto de cem quilos de cocaína, na delegacia de Aquidauana, crime descoberto em junho de 2019. Cumpre a pena na 3ª Delegacia de Policia Civil em Campo Grande. Pelos outros dois processos, também é alvo de procedimento administrativo que pode resultar em perda do cargo público. A defesa dele alega nas ações criminais não haver provas da participação do ex-servidor público. Nascido no interior de São Paulo, servidor público da segurança de Mato Grosso do Sul há duas décadas, Eder Oliveira Moraes tinha salário casa dos R$ 29 mil brutos, em torno de R$ 22 mil líquidos.  


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