Thursday 22 November 2018
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ebc - 14 days ago

Quase 500 presos do regime aberto no DF vão perder empregos até o fim do ano

Um total de 478 presos do regime aberto que sustentam suas famílias com o trabalho que realizam em órgãos do governo federal e do Distrito Federal, devem perder os empregos até o final de dezembro. Isso vai ocorrer, porque uma portaria da Vara de Execuções Penais do Tribunal de Justiça de abril deste ano mudou as regras para a concessão do benefício. Agora, só detentos do regime semi-aberto têm direito ao trabalho na administração pública. De acordo com a portaria, quando o apenado conquista o direito de ir para o regime aberto, ele deve ser contratado. Mas essa contratação, só pode ocorrer no caso de concurso público. A FUNAP - Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso do Distrito Federal, que indica os presos para trabalharem nos órgãos da administração pública, informou que cumprirá a decisão da Vara de Execuções Penais. Conversamos com um detento do regime aberto, que não quer se identificar, e trabalha em órgãos do governo do Distrito Federal há mais de dois anos. Ele será um dos presidiários que deverão perder o emprego de serviços gerais.  Ele ganha mil e duzentos reais por mês e sustenta os três filhos com o salário que recebe. E diz que é muito difícil conseguir um trabalho, se não for por indicação. O preso diz que não acredita ser necessário concurso público para realizar os trabalhos que geralmente eles desempenham nos órgãos públicos. Os 478 presos que serão desligados até o final do ano não terão direito ao FGTS, nem ao seguro-desemprego. Eles recebem salário, mas trabalham para a progressão da pena. A cada três dias trabalhados é descontado um dia na pena.

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