Monday 19 November 2018
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ebc - 11 days ago

IBGE: taxa de sindicalizados em 2017 foi a menor dos últimos seis anos

Em 2017, 14,4% da população ocupada ou cerca de 13 milhões de pessoas estava associada a algum sindicato. A taxa é a menor desde 2012, quando apresentou 16,2% de sindicalização.   A maior redução de sindicalizados ocorreu entre os trabalhadores por conta própria e aqueles no setor privado, sem carteira assinada. O nível de ocupação com carteira assinada também diminuiu.   Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C): Características Adicionais do Mercado de Trabalho 2012-2017 foram divulgados nesta quinta-feira (8), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).   Os dados mostram que entre 2015 e 2016, ano que apresentou a maior perda de postos de trabalho, a população ocupada caiu mais entre os sindicalizados.   Enquanto a redução geral foi 1,5%, entre os sindicalizados foi 7,4%. Adriana Beringuy, economista técnica da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE, explica que o resultado reflete o crescimento da informalização no Brasil.   Os dados mostram o crescimento dos trabalhadores por conta própria, que representaram em 2017 o segundo contingente de população ocupada, com 25,3% do total, embora os empregados no setor privado, com carteira assinada, continuem sendo o primeiro contingente. Entre os grupamentos de atividade, administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais tinham a maior taxa de sindicalização em 2017, com 23,6%, refletindo a dinâmica de categorias numerosas com tradição de organização e menos sujeitas à precarização do mercado, como professores e profissionais da saúde.   A segunda maior taxa foi no grupamento de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, como reflexo da presença de sindicatos de produtores rurais, sobretudo no interior do país.   Os dados mostram, também. o crescimento de inscritos no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). O número de pessoas ocupadas como empregadores ou trabalhadores por conta própria que tinham registro no CNPJ passou de 23,9%, em 2012, para 28,9%, em 2016, e ficou em 28% no ano passado.   No total, são mais de 7,6 milhões de pessoas nessa categoria, no Brasil.   Em relação a 2016, os estabelecimentos no domicílio de residência tiveram o maior crescimento de contingente , com expansão de 443 mil pessoas, o que totalizou 3 milhões e 200 mil (3,2 milhão) pessoas trabalhando em casa em 2017.

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